PREVENÇÃO DE ACIDENTES COM INVERTEBRADOS PEÇONHENTOS

- mantenha limpos quintais, jardins e terrenos baldios, não acumulando entulho e lixo doméstico;
- apare a grama dos jardins e recolha as folhas caídas;
- vede soleiras de portas com saquinhos de areia ou friso de borracha, coloque telas nas janelas, vede os ralos de pia, tanque e de chão com tela ou válvula apropriada;
- coloque o lixo em sacos plásticos, que devem ser mantidos fechados para evitar o aparecimento de baratas, moscas e outros insetos, que são o alimento predileto das aranhas e escorpiões;
- examine roupas, calçados, toalhas e roupas de cama antes de usá-las;
- ande sempre calçado e use luvas de raspa de couro ao trabalhar com material de construção, lenha, etc...;
- o uso periódico de inseticidas não é a melhor solução. Além do alto custo, a aplicação desses produtos tem efeito apenas temporário e pode provocar intoxicações em seres humanos e animais domésticos. O ideal é coletar as aranhas e escorpiões e remover o material acumulado onde estavam alojados, o que evitará a re-infestação.
PRIMEIROS SOCORROS
- nos acidentes por aranhas e escorpiões com dor intensa, práticas como espremer ou sugar o local da picada, têm demonstrado ser de pouca eficácia;
- o tratamento sintomático, à base de anestésicos e analgésicos, tem sido utilizado com resultados satisfatórios na maioria dos casos;
- o acidentado deve ser levado imediatamente para o posto de saúde ou hospital mais próximo. Lembre-se sempre que a rapidez de atendimento em acidentes com qualquer animal peçonhento pode significar a diferença entre a vida e a morte. A auto medicação pode ser fatal e não deve ser realizada. Procure sempre um médico e o pronto socorro mais próximo;
- deve-se capturar o animal que efetuou a picada e levá-lo junto com a pessoa acidentada, o que facilitará o diagnóstico e o tratamento correto;
LEMBRE-SE:
- todos os animais participam ativamente do equilíbrio ecológico e são de grande utilidade no controle de pragas. Aprenda a conviver em harmonia com os animais, respeitando seu ecossistema, evitando assim graves acidentes;
- o comércio de aranhas e escorpiões no Brasil é proibido.

posted under | 0 Comments

AS DOENÇAS TRANSMITIDAS POR CARRAPATOS




As doenças transmitidas por carrapatos conhecidas, hoje, formam um conjunto extenso. Ao contrário do conceito mais antigo, não são circunscritas a determinadas regiões, ainda que sejam caracteristicamente focais. Ao contrário, têm sido reconhecidas em praticamente qualquer lugar onde tenham sido pesquisadas.

As doenças humanas transmitidas por carrapatos são causadas por:

- Vírus – encefalite transmitida por carrapatos, febre hemorrágica do Congo-Criméia, febre hemorrágica de Omsk, febre transmitida por carrapatos do Colorado, encefalite de Powassan, encefalite Langat, encefalite louping ill.
- Bactérias – bacilos Gram-negativos (tularemia), erlíquias (erliquiose monocítica e erliquiose granulocítica), riquétsias (febres maculosas) e borrélias (doença de Lyme, febre recorrente transmitida por carrapatos).
- Protozoários – babesiose.

CARRAPATOS COMO VETORES E RESERVATÓRIOS DE DOENÇAS

Carrapatos são artrópodes aracnídeos, ectoparasitas de vertebrados terrestres, inclusive de anfíbios. Existem cerca de 850 espécies de carrapatos em todo o mundo. Dessas, em torno de 680 pertencem à família Ixodidae e 170 à família Agarsidae. Carrapatos são mais do que simples vetores de doenças. Agem como reservatórios, transmitindo a infecção para a sua progênie, por via transovariana. São os principais vetores de doenças animais e perdem apenas para os mosquitos como vetores de doenças humanas.

As doenças transmitidas por carrapatos são geralmente focais, uma vez que a sua mobilidade é restrita, salvo quando transportados por vertebrados, rurais ou silvestres, uma vez que sua capacidade de adaptação ao meio urbano é limitada. Pela maior resistência ao meio externo, grande longevidade e capacidade de transmissão transovariana, a manutenção da transmissão da doença se faz por períodos indefinidos, até porque o controle das populações de carrapatos é extremamente difícil. Essas doenças não ocorrem em surtos ou epidemias de rápida progressão, uma vez que são ectoparasitas eventuais de humanos e geralmente alimentam-se de sangue apenas uma vez a cada estádio.

RIQUETSIOSES TRANSMITIDAS POR CARRAPATOS

As riquetsioses humanas constituem um grupo crescente de doenças, todas elas transmitidas por artrópodes. As riquetsioses podem ser divididas em dois grandes grupos: o das febres maculosas e o do tifo.

O primeiro grupo é hoje o mais importante, constituído por bactérias zoonóticas, encontradas em todos os continentes e com características clínicas semelhantes. São vasculites sistêmicas, de gravidade variável, geralmente com exantema, a imensa maioria transmitida por carrapatos. O arquétipo é a febre maculosa das Montanhas Rochosas, causada pela R. rickettsi, a primeira a ser bem estudada. Recentemente, com o desenvolvimento da biologia molecular, inúmeras espécies de Rickettsia foram descritas, com quadros clínicos e epidemiologia semelhantes.

AS ERLIQUIOSES HUMANAS

Ainda que infecções por bactérias do gênero Erlichia sejam conhecidas há muito em medicina veterinária, os primeiros casos humanos foram reconhecidos somente em 1987. As espécies associadas com doença em humanos são a E. chaffeensis e E. canis.

O gênero Erlichia pertence à tribo Erlichiea, família Rickettsiaceae, ordem Rickettsiales. São bactérias Gram-negativas, pequenas, esféricas (cocos), de vida intracelular obrigatória e transmitidas por carrapatos. As erlíquias invadem primordialmente leucócitos, tanto que as doenças humanas causadas por elas são divididas em dois grupos: erliquioses granulocíticas e erliquioses monocíticas.

No interior dos leucócitos, as erlíquias se multiplicam, formando estruturas características, em aglomerados, denominadas mórulas, visíveis ao microscópio óptico.

A maioria das infecções humanas descritas é dos EUA, possivelmente refletindo um menor limiar de percepção, inclusive por ser doença de notificação compulsória em alguns Estados norte-americanos. Casos humanos foram descritos no Japão e na Europa. No Brasil, casos humanos de infecção por erlíquias ainda não foram confirmados.

O quadro clínico não é suficientemente característico para permitir um diagnóstico clínico apenas. Ao contrário, suas manifestações são facilmente confundíveis com outras doenças infecciosas, a febre maculosa entre elas.

VIROSES TRANSMITIDAS POR CARRAPATOS

As viroses transmitidas por carrapatos apresentam pelo menos três tipos distintos de manifestações clínicas: as encefalites, as febres hemorrágicas e as doenças dengue-símiles, conforme quadro 1.

No primeiro grupo estão as encefalites transmitidas por carrapatos, conhecidas na literatura de língua inglesa como TBE (Tick-Borne Encephalitides), um conjunto de encefalites encontradas numa extensa área, que vai das ilhas britânicas (encefalite de louping ill), passando pela Europa Continental (encefalites transmitidas por carrapatos da Europa Central), até o extremo Leste da Rússia (encefalite russa de primavera-verão). A gravidade dessas encefalites parece aumentar no sentido Oeste-Leste.

A encefalite de Powassan é uma doença pouco freqüente, encontrada no Noroeste dos EUA e áreas adjacentes do Canadá. Pouco mais de 20 casos já foram descritos. Ainda que rara, essa encefalite é particularmente grave.

As febres hemorrágicas transmitidas por carrapatos têm características clínicas semelhantes às febres hemorrágicas transmitidas por mosquitos ou as adquiridas por contato com roedores e suas excretas.

A encefalite do Congo-Criméia foi inicialmente descrita na Criméia – península ao sul da Ucrânia –, e posteriormente no Oriente Médio e na África Central e Austral. Recentemente, foi registrado um surto ocupacional entre funcionários de abatedouros de avestruz, na África do Sul.

De maior interesse, talvez, seja a Colorado tick-fever (febre por carrapatos do Colorado), descrita já em 1850, nas áreas montanhosas do Oeste dos EUA. Foi apenas na década de 1930 que essa doença foi separada da febre maculosa das Montanhas Rochosas, também transmitida por carrapatos, de características clínicas e epidemiológicas muito semelhantes. A história da febre por carrapatos do Colorado ilustra bem como é possível uma doença viral, transmitida por carrapatos, passar despercebida por longo tempo.

BABESIOSE

As babésias são protozoários muito semelhantes aos da malária, inclusive por invadirem hemácias. Existem cerca de 100 espécies conhecidas, mas apenas três foram identificadas causando doença humana. A babesiose, no entanto, é uma doença de interesse veterinário bem conhecida, particularmente de gado bovino.

Descrita em 1891 pelo parasitologista húngaro Babes, apenas em 1957 o primeiro caso humano foi descrito. Os casos humanos foram descritos nos EUA e na Europa. As espécies associadas com infecção humana são as B. microti, B. gibsoni e B. divergens (B. bovis).

O quadro clínico é usualmente discreto, mas pode ser grave em pacientes esplenectomizados. A letalidade, de um modo geral, é de 5%. A associação da infecção com HIV é fator agravante.

BORRELIOSES

Borrélias são espiroquetídeos, bactérias filamentosas e espiraladas, pertencentes à família Treponemataceae. Os gêneros Treponema, Borrelia, Leptospira e Spirillum incluem espécies patogênicas para humanos. As borrélias são mais alongadas e menos espiraladas do que outros espiroquetídeos. De interesse para o desenvolvimento de vacinas é o fato de que os genes determinantes da sua membrana externa estão em plasmídeos.

As doenças humanas causadas por borrélias são: a doença de Lyme e as febres recorrentes transmitidas por piolhos e por carrapatos. A doença de Lyme é causada pela Borrelia burgdorferi sensu lato, isolada em 1981 – sensu lato significa que há variações genéticas da espécie conforme a região considerada.

Por meio de métodos de biologia molecular (hibridização de DNA), oito genoespécies do gênero Borrelia foram identificadas, sendo que quatro são agentes causais da doença de Lyme. A B. burgdorferi sensu strictu é predominante na América do Norte. Na Europa, infecções mistas já foram descritas e há coexistência da B. burgdorferi sensu strictu, B. garinii e da B. afzelii.

Cepas recentemente descritas B. valaisiana, B. lusitaniae e B. japonica somente foram encontradas na Europa e no Japão. A B. garinii é reconhecida como a ancestral de todo o grupo e, muito provavelmente, a responsável pela maior incidência de manifestações neurológicas nos casos adquiridos na Europa. Uma nova espécie, a B. lonestari, não cultivável até o momento, foi identificada nos EUA e associada a uma síndrome semelhante à doença de Lyme.

DOENÇAS HUMANAS TRANSMITIDAS POR CARRAPATOS NO BRASIL

No Brasil, ainda que o carrapato em medicina veterinária tenha recebido bastante atenção, já há várias décadas, seu papel na saúde pública humana tem sido desconsiderado. Até recentemente, a única doença humana conhecida transmitida por carrapato era a febre maculosa brasileira.

Afora ela, a descrição de doenças humanas transmitidas por carrapatos é esporádica e pontual. A babesiose e a erliquiose são sobejamente conhecidas dos veterinários, mas sobre casos humanos há apenas algumas descrições, de modo que a distribuição e incidência dessas infecções, assim como das borrelioses, é praticamente desconhecida no Brasil.

A doença de Lyme já foi descrita no Brasil, porém seu agente, a Borrelia burgdorferi, nunca foi isolado, seja de casos humanos, de carrapatos ou mamíferos reservatórios. As evidências disponíveis sobre sua existência se limitam a dados clínicos, sorológicos e epidemiológicos.

As viroses transmitidas por carrapatos, causadoras de encefalites, são relativamente comuns em extensas áreas do hemisfério norte, tanto na América, como na Europa e Ásia. No Brasil, elas nunca foram descritas.

FEBRE MACULOSA BRASILEIRA

Como outras doenças transmitidas por carrapatos, a transmissão da febre maculosa brasileira é focal. Descrita inicialmente na década de 1920, em São Paulo, o primeiro foco reconhecido foi numa área de expansão urbana, no que hoje são os bairros paulistanos de Sumaré e Perdizes. Mais tarde, focos na periferia da Capital e outros municípios da Grande São Paulo foram sendo descritos, como os do bairro de Santo Amaro e a cidade de Mogi das Cruzes. Porém, com a expansão urbana esses focos foram desaparecendo ou, pelo menos, tornando-se inativos.

Até época recente, havia poucos casos descritos fora do foco de Campinas e Botucatu, no interior do Estado e em Mogi das Cruzes. Atualmente, foram confirmados casos em Piracicaba, Oriente, Suzano e na região do ABC. A ocorrência desses casos sugere que a doença é subnotificada e que sua distribuição seria mais ampla.

Nos Estados de Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro há outros focos descritos. Em território mineiro, onde a doença vem sendo estudada há mais tempo, sua ocorrência é variável de ano para ano, sendo mais bem conhecidos os focos do Vale do Jequitinhonha e da região do Vale do Aço.

Sabe-se pouco acerca dos reservatórios, das espécies de carrapatos transmissoras ou da real extensão da área de transmissão. O Amblyomma cajennense é tido como o principal vetor da febre maculosa brasileira, isso desde os primeiros estudos, na década de 1930. Os poucos estudos existentes sobre a prevalência da infecção pela R. rickettsi em carrapatos no Brasil sugere que outras espécies são vetoras, mas o A. cajennense seria a mais importante na transmissão da infecção para humanos.

posted under | 1 Comments

CARRAPATOS

Comprimento: de 0,03 cm a 2 cm
Formato do corpo: antes de se alimentar são achatados, porém após a alimentação ficam esféricos
Cor: preto, marrom, preto e vermelho, preto e amarelo, avermelhado (varia de acordo com a espécie)
Região onde se encontra: em quase todas as regiões do planeta.
Domínio: Eukariota
Reino: Animal
Subreino: Metazoa
Filo: Arthropoda
Subfilo: Chelicerata
Classe: Arachnida
Ordem: Acarina
Família: Ixodidae Argasidae
• Os carrapatos alimentam-se de sangue animal, podendo até estourar após sugar grades quantidades
• Podem transmitir diversas doenças como, por exemplo a febre maculosa que pode levar a pessoa doente à morte
• São animais artrópodes da ordem dos ácaros
• Vivem em diversos locais como, por exemplo, mato, madeiras, plantas, touceiras e na pele de animais
• São encontrados em regiões de todos os continentes, exceto na Antártida
• A fêmea costuma botar diversos ovos após alimentar-se de sangue. Dos ovos, nascem as larvas que procuram um animal para obter o alimento.
• A boca do carrapato possui um bico utilizado para obter sangue do animal hospedeiro
• Os principais animais afetados por carrapatos são: cães, galinhas, cavalos, gado, gatos e até mesmo o homem
• As espécies de carrapatos mais comuns no Brasil são: carrapato-de-cavalo, carrapato-estrela e o carrapato-de-boi
• Possuem uma carapaça resistente formada por quitina

Medidas preventivas:

1- Tratar o animal afetado:

- aplicação de graxas neutras, óleos ou glicerina (provocarão asfixia destes animais), fazendo com que se desprendam facilmente.

- aplicação de banhos sob a forma de imersão ou pulverização de carrapaticidas em casos mais graves.

2- Em áreas infestadas por carrapatos:

- evitar sentar no solo e expor partes do corpo desprotegidas à vegetação.

- usar calças e camisas de manga longa, preferencialmente de cor clara (para melhor visualização da possível presença desses indivíduos)

- repelentes na roupa à base de permetrina ou deltametrina

- prender a barra da calça nas botas com fita adesiva.

- examinar o corpo à procura de carrapatos e retirá-los cuidadosamente com o auxílio de uma pinça ou luva.

posted under | 0 Comments

ESCORPIÕES

Reino: Animalia
Filo: Arthropoda
Subfilo: Chelicerata
Classe: Arachnida
Ordem: Scorpiones

Comprimento: até 25 cm
Duração da vida: aproximadamente 4 anos
Cor: depende da espécie, podendo ser avermelhado, preto, marrom, amarelado
Região onde se encontra: em quase todas as regiões do mundo, exceto na Antártida
Incubação: de 75 a 90 dias

· O escorpião é um animal invertebrado (não possui coluna vertebral) e artrópode (as patas são formadas por diversos segmentos)

· Até o presente momento já foram catalogadas mais de 1500 espécies de escorpiões

· As espécies mais perigosas (possuem venenos fatais) são: escorpião africano e o dourado

· Possuem hábitos noturnos, ou seja, utilizam a noite para procurar alimento

· São carnívoros, alimentando principalmente de cupins, moscas, grilos, baratas e outros tipos de insetos

· Quando falta alimento em sua região, costumam praticar o canibalismo (alimentam-se de outros animais da mesma espécie).

· Quando se sente ameaçado usa o ferrão para picar a vítima e introduzir seu veneno

· Costuma habitar locais bem escuros (buracos, fendas, entre os tijolos, no meio de entulhos)

· Os principais predadores dos escorpiões são: lacraias, sapos, gaviões, corujas, macacos, lagartos, aranhas, galinhas e camundongos

· Após o acasalamento, a fêmea costuma comer o macho que a fecundou.

· Após a fecundação uma fêmea costuma gerar cerca de 50 filhotes


posted under | 0 Comments

ARANHAS

Animais artrópodes aracnídeos, da ordem dos Araneídeos, de cefalotórax e abdome não segmentados, quelíceras terminadas em ponta para inoculação de peçonha, abdome com glândulas ou fiandeiras que segregam seda, com a qual fazem as teias. A maioria das espécies são terrestres e predadoras de outros artrópodes.São conhecidas aproximadamente 35.000 espécies.
Surgimento:

Provavelmente tenham surgidas há 400 milhões de anos atrás;
No período Paleozóico alcançaram um grande desenvolvimento;
As primeiras descrições datam de 1750.
Habitat:

Praticamente habitam toda a Terra;
Algumas estão em ilhas do Ártico;
Muitas espécies vivem no Brasil;
A dispersão pode ser feita pelo vento, pois muitas das aranhas deixam-se levar pelo fio de seda que soltam.
Alimentação:

Todas as aranhas conhecidas são carnívoras;
Alimentam-se principalmente de insetos;
É freqüente que um filhote logo que sai da ooteca (secreção de certos animais, a qual forma um estojo onde ficam encerrados os ovos.) devore os outros.
Características físicas:

Corpo dividido em duas partes:prossoma (cefalotórax), opistossoma (abdome);
Quatro pares de pernas;
Abdome arredondado;
De acordo com a posição das Quelíceras (apêndices anteriores, dos aracnídeos) distinguem-se dois grandes grupos:as Labidógnatas (artrópodes aracnídeos, araneídeos, da subordem Araneomorpha, providos de quelíceras verticais.) e as Ortógnatas (artrópodes aracnídeos, araneídeos, da subordem Mygalomorphae, caracterizadas por terem quelíceras horizontais).

posted under | 2 Comments

CORPO DOS ARACNÍDEOS



Os aracnídeos são animais pertencentes ao subfilo Chelicerata. Compreendem as aranhas, escorpiões, ácaros e carrapatos. O corpo é dividido em cefalotórax e abdôme. O 1º par de apêndices são chamados de quelíceras (por isso subfilo Chelicerata) e é utilizado como estrutura para alimentação. O 2o par de apêndices é chamado de pedipalpos e desempenha várias funções. A classe Arachnida compreende a mais importante dos quelicerados. Estão descritas cerca de 65.000 espécies, organizadas em onze ordens, tais como: Scorpiones (escorpiões), Opiliones (opiliões), Araneae (aranhas), Acari (ácaros e carraças) e Pseudoscorpiones (pseudoescorpiões).

Digestão

São animais carnívoros e a digestão é parcialmente extracelular. Utilizando as quelíceras e os pedipalpos, eles matam e prendem as presas, geralmente pequenos artrópodes. O intestino médio então secreta enzimas que saem pela boca e digerem a presa dilacerada até formar um líquido. O animal ingere esse líquido, que passa pela boca, faringe, intestino anterior, esôfago, intestino médio e intestino posterior. A presa é digerida e absorvida no intestino médio e armazenada nas células intersticiais.

Excreção

Os órgãos excretores dos aracnídeos são os túbulos me Malpighi e as glândulas coxais. A principal excreta nitrogenada é a guanina. As gândulas coxais são sacos esféricos de paredes delgadas, situadas ao longo dos lados do prossomo, que coletam detritos do sangue circundante. Os detritos são transportados ao exterior através de um longo ducto espiralado que se abre nas coxas dos apêndices. Os túbulos de Malpighi são um ou dois pares de tubos que se originam na parte próxima ao intestino e se ramificam (Barnes, 1990). Os detritos passam do sangue pelas paredes dos túbulos para o lúmen e para o intestino.

Sistema Nervoso

O cérebro é uma massa ganglionar anterior situada acima do esôfago (BARNES, 1990). O sistema nervoso dos aracnídeos é como um anel em volta do esôfago. Dele saem nervos e um feixe nervoso. Apresentam órgão sensoriais como olhos e pêlos.

Respiração

A respiração dos aracnídeos é feita por filotraquéias ou pulmões foliáceos. Os pulmões foliáceos ocorrem aos pares e ocupam posição ventral no abdome. As filotraquéias estão em contato com o ambiente por uma abertura na região abdominal. Possuem várias lâminas que estão superpostas e bastante vascularizadas. O ar entra pela abertura e passa pelas lâminas onde ocorrem as trocas gasosas.
O sistema traqueal é parecido com o dos insetos, porém parece ser mais evoluído nos aracnídeos.

Circulação

A circulação é aberta. O coração está localizado na parte anterior do abdome, é segmentado, com um par de óstios para cada segmento. Em alguns ácaros, por não possuirem segmentação, o coração é ausente.

Reprodução

A transmissão indireta de espermatozóides por meio de um espermatóforo é característico de muitos aracnídeos (Weygoldt, 1974). Existe um padrão de comportamento e atração para o acasalamento. A fecundação é interna e o desenvolvimento é direto. Os ovos são ricos em vitelo.

posted under | 2 Comments

CARACTERÍSTICAS GERAIS DOS ARACNÍDEOS.

Assim como os crustáceos, os aracnídeos apresentam o corpo dividido em duas partes: cefalotórax e abdome. Seus representantes mais conhecidos são as aranhas, os escorpiões, os ácaros e os carrapatos. Alguns transmitem doenças para seres humanos e animais; outros são responsáveis por envenenamentos (aranhas e escorpiões) e por fenômenos alérgicos (ácaros do pó doméstico).

As aranhas possuem o cefalotórax unido ao abdome por um pedículo. Na região anterior do cefalotórax, estão oito olhos simples e alguns apêndices articulados. As quelíceras são estruturas adaptadas para a captura do alimento, e apresentam a extremidade em forma de garra, dotada de um orifício em que se abre a glândula do veneno. Outro par de apêndices são pedipalpos, úteis para triturar alimentos e, nos machos, para a deposição dos espermatozóides.

No corpo das aranhas, as patas articuladas são quatro pares, e não há antenas. Na porção mais posterior do corpo, abrem-se as fiandeiras, estruturas por onde saem os fios de seda e responsáveis por tecê-los, na formação das teias. A seda é produzida pelas glândulas sericígenas, localizadas no abdome. Ao ser exteriorizada, a seda solidifica-se ao contato com o ar. As teias servem como abrigo, proteção, local de acasalamento e armadilha para a captura de insetos e de outros animais, principal alimentação das aranhas.

O sistema digestivo é completo, e possuem hepatopâncreas. Muitas aranhas, ao inocularem o veneno na presa, inoculam também enzimas digestivas, que realizam digestão extracorporal. Após certo tempo, essas aranhas simplesmente sugam os tecidos do animal morto, já liquefeitos e parcialmente digeridos.

O sistema circulatório é aberto, e o sangue contém hemocianina. A respiração é traqueal, único sistema presente em aracnídeos pequenos. Nos maiores, como nos escorpiões e em muitas aranhas, há uma abertura ventral no abdome, que se comunica com os pulmões foliáceos. A estrutura interna desses órgãos assemelha-se a um livro com as folhas entreabertas, cujas lâminas delgadas são vascularizadas e permitem a ocorrência de trocas gasosas entre o sangue e o ar. Esse tipo especial de respiração pulmonar é chamada respiração filotraqueal.

A excreção é realizada por meio de tubos de Malpighi e, em aracnídeos maiores, pelas glândulas coxais, localizadas no cefalotórax. O produto de excreção nitrogenada mais importante, nesses animais, é a guanina.

As aranhas possuem sexos separados (dióicos), porém freqüentemente os machos são menores que as fêmeas, podendo distinguí-los que apresentam no ápice dos palpos.

Os escorpiões são os mais primitivos de todos os artrópodos terrestres atuais.

São aracnídeos que apresentam o corpo alongado, dividido em cefalotórax e abdome. No primeiro encontramos um par de quelíceras, um par de pedipalpos bastante desenvolvidos que termina em forma de pinças e, quatro pares de pernas.

O abdome é formado por duas regiões distintas: uma porção anterior larga e achatada, constituída por 7 segmentos que é denominado pré-abdome; e uma porção posterior, cilíndrica e estreita, formada por 5 segmentos, denominada pós-abdome. O último segmento do pós abdome recebe o nome de telso, pois sua extremidade distal termina em um ferrão onde desemboca a glândula de veneno.

Habitam regiões quentes e secas, escondendo-se durante o dia em vários locais protegidos, saindo à noite para capturar suas presas representadas principalmente por insetos e aranhas que capturam com os pedipalpos e matam com o ferrão.

Apresentam um cefalotórax relativamente curto, e o abdome continua-se com o pós-abdome. Na extremidade do pós-abdome está o aguilhão venenoso. Seus pedipalpos são longos e modificados, apresentando uma pinça na extremidade, semelhante às pinças dos caranguejos. São estruturas de defesa e captura de alimento.

A fecundação dos escorpiões é interna. Em muitas espécies, o desenvolvimento dos ovos também é interno, dentro do sistema reprodutor feminino.

A ordem Phalangida possue o corpo oval e compacto, com pernas externamente finas e longas. São confundidos com as aranhas, porém, seu corpo não é dividido em cefalotórax e abdome. Também não possuem glândula de veneno, se bem que apresentam glândula de cheiro, que são usadas como repelentes. Alimentam-se de sucos de vegetais ou de pequenos insetos.

Os carrapatos apresentam cefalotórax e abdome fundidos, o que dá ao corpo o aspecto de um bloco único. Essa característica também é verificada nos ácaros, alguns dos quais são importantes ectoparasitas humanos, como o Demodex folliculorum, que habita o folículo piloso humano e determina o aparecimento dos "cravos". Outro ácaro, o Sarcoptes scabiei, é o agente causador da sarna. As fêmeas penetram na pele, por onde caminham fazendo túneis epidérmicos nos quais deixam seus ovos. A infestação da pele causa intenso prurido (coceira) e costuma ser acompanhada por infecções bacterianas associadas.

posted under | 0 Comments
Postagens mais recentes Postagens mais antigas Página inicial

Translate

"Viage nessa classe do filo Artrópode, onde as espécies mais conhecidas são: aranhas, carrapatos, escorpiões, (...)"

Liga das Florestas

    Quem sou eu?

    Tamyris Mello

    Seguidores


Recent Comments