INSTITUTO BUTANTAN

O INSTITUTO
O Instituto Butantan tem uma das maiores coleções do mundo (54 mil) de espécies de animais que não fazem muito sucesso por aí. São os insetos e répteis que picam quando ameaçados. Quem tem medo deles não precisa se preocupar.

O centro de pesquisa biomédica da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, o Butantan oferece atendimento aos acidentados por animais peçonhentos e um parque com áreas verdes e dois museus.

O Museu Histório do Butantan é uma reconstituição do primeiro laboratório onde o famoso cientista brasileiro Vital Brasil realizou suas experiências científicas e o Museu do Instituto Butantan, voltado à educação ambiental. Apesar disso, ele é mais conhecido pelos serpentários e viveiros com centenas de cobras, como as najas da África e da Índia, escorpiões e aranhas.

o Instituto Butantan permite ao visitante a oportunidade de manipular duas espécies não venenosas - a falsa coral e a dormideira, no projeto de educação ambiental - Mão na Cobra só no Butantan - no Serpentário.

O Museu Histório do Butantan relembra a época em que o Instituto era uma fazenda e o Museu de Microbiologia, onde é possível verificar a vida de seres microscópicos, como moléculas de DNA e vírus. No Museu Biológico, encontram-se espécies das principais serpentes brasileiras, aranhas e iguanas.

No Centro de Difusão Científica existem duas áreas de exposição, sendo uma o antigo paiol de madeira e o outro a antiga marcenaria, que abriga além de uma cafeteria, uma livraria e um cinema, voltados exclusivamente para a ciência. Na sala BNDES de Cinema com 70 lugares é dedicada para projeção de filmes científicos que possibilitam o entendimento de todos os públicos e conta com a exibição de um filme animado em 3D chamado Expedição Butantan.


NOTÍCIAS SOBRE O INSTITUTO
Um incêndio destruiu (15/05/10) o maior acervo científico de cobras do mundo, no Instituto Butantã. A coleção, iniciada há 120 anos, tinha cerca de 85 mil cobras, representando centenas de espécies. O acervo de aracnídeos, com 450 mil aranhas e escorpiões, também foi destruído. Alunos e professores, em lágrimas, culparam o poder público pelo descaso com o patrimônio científico do País. O prédio não tinha sistema anti-incêndio.
"É uma calamidade total. Não tenho nem como descrever", lamentou o pesquisador Otavio Marques, especialista em cobras. "Minha carreira inteira foi feita em cima dessa coleção." Muitos dos animais, segundo ele, eram de espécies ainda não descritas pela ciência. Outras, já extintas, ou muito raras. Alguns exemplares mais antigos datavam de 1901.
Entre os milhares de espécimes incinerados estavam centenas de "holótipos", ou "tipos", que representavam o primeiro exemplar descrito de uma determinada espécie - o exemplar de referência, equivalente na biologia ao primeiro manuscrito de um livro. "É um patrimônio insubstituível", disse o zoólogo Francisco Luis Franco, que há dez anos era curador da coleção. "A perda de conhecimento sobre a nossa biodiversidade é incalculável. Não há valor em dinheiro que chegue perto."
O prédio que abrigava as coleções, um galpão de 1 mil metros quadrados, construído nos anos 1970 e reformado dez anos atrás, foi quase todo destruído pelo fogo. Segundo os bombeiros, a temperatura chegou a 1.200 °C. O fogo se espalhou rapidamente, já que os animais eram preservados em vidros com álcool.
A suspeita inicial é que o incêndio tenha sido causado por um curto-circuito ou sobrecarga elétrica. A chave geral do Butantã foi desligada na noite de sexta para sábado, para trabalhos de manutenção na rede. A energia foi religada por volta das 7 horas e, pouco depois, começou o incêndio. Os bombeiros chegaram rapidamente, mas pouco puderam fazer. Não sobrou um vidro intacto nas prateleiras. O chão ficou coberto de cacos, entulho e cobras carbonizadas.
Descaso. Para Franco, o acidente simboliza a "falta de seriedade" com que o poder público trata o patrimônio científico e cultural do País. "Isso tem de ser visto como um fato emblemático, para que se dê mais atenção à nossa história", desabafou. "Todas as outras coleções estão vulneráveis do mesmo jeito."
O prédio não tinha nenhum sistema mais sofisticado de detecção ou combate a incêndios. O fogo foi notado inicialmente por um vigia, que não tinha chaves para o prédio e teve de buscá-las na portaria. Não há hidrante no local e a rua principal que dava acesso ao prédio foi fechada por um canteiro alguns anos atrás, o que dificultou o trabalho dos bombeiros.
O Instituto Butantã divulgou uma nota no início da tarde de ontem dizendo que, "segundo informações preliminares (dos) Bombeiros, não havia no prédio qualquer problema relacionado às instalações que possa ter originado o incêndio. O Butantan irá aguardar, entretanto, as investigações da perícia técnica."
Franco submeteu recentemente à Fapesp um projeto de R$ 700 mil para a instalação de uma infraestrutura anti-incêndio no local. Mas o resultado do edital só deverá ficar pronto em julho. Tarde demais.


A POLÍCIA DIZ
A Polícia Civil vai abrir inquérito para investigar as causas e eventuais responsabilidades do incêndio que destruiu no sábado (15) uma das maiores coleções de cobras do mundo que estavam no laboratório de répteis do Instituto Butantan, na Zona Oeste de São Paulo. A informação foi confirmada neste domingo (16) pela assessoria de imprensa da Secretaria da Segurança Pública do Estado de SP.
Curto circuito ou sobrecarga elétrica são algumas das hipóteses para ter começado o fogo no laboratório e que serão trabalhadas pelos peritos do Instituto de Criminalística (IC) da Polícia Técnico Científica, que interditou o local. O laboratório de répteis era aberto apenas para pesquisas feitas por alunos e estudantes. Segundo a assessoria de imprensa do Butantan, os museus do instituto serão reabertos para visitação na terça-feira (18).
Apesar de nenhum funcionário ter se ferido, as chamas consumiram grande parte dos mais de 500 mil exemplares mortos de serpentes, aranhas e escorpiões que eram conservados em vidros com álcool e formol. O instituto, que é ligado a Secretaria de Estado da Saúde, só irá iniciar o levantamento oficial dos prejuízos após o trabalho da perícia. O acervo iniciado há 120 anos, tinha 85 mil cobras de várias espécies, e 450 mil aracnídeos, entre aranhas e escorpiões. Haviam espécies ainda não descritas pela ciência. Outras extintas, raras.
Para cientistas, a perda do acervo científico é “incalculável”. “São cem anos de história. Não sei dizer mais nada. É um prejuízo incalculável”, lamentou no sábado Francisco Franco, curador da coleção.
“Significa a perda da memória, onde foram identificadas essas serpentes, o estudo da evolução dessas serpentes, espécies que nós precisamos continuar estudando, se elas estão em extinção ou não. Enfim, é todo um trabalho que as coleções zoológicas permitem que o cientista estude”, declarou Otávio Mercadante, diretor do instituto.

Segundo a assessoria de imprensa do Butantan, o órgão irá aguardar as investigações da perícia técnica sobre as causas do incêndio. Em nota divulgada no sábado, o instituto afirmou que, "segundo informações preliminares prestadas pelos Bombeiros, não havia no prédio qualquer problema relacionado às instalações que possa ter originado o incêndio".
Inicialmente, o caso foi registrado no 51º Distrito Policial, na região do Butantã, mas poderá ser investigado por outra delegacia da região, segundo informou a assessoria da Secretaria da Segurança.
O prédio que abrigava o laboratório de répteis era dos anos 1970. O galpão tinha cerca de mil metros quadrados e passou por uma última reforma no começo de 2000. O prédio não teria sistema anti-incêndio e hidrante no local. Segundo os bombeiros que foram combater o incêndio, 75% do imóvel foi consumido pelo fogo. A temperatura chegou a 1.200º C. O incêndio começou às 7h30 e foi controlado às 8h30.
Durante a semana, o Instituto Butantan vai preparar um projeto de recuperação do laboratório de répteis. O órgão é um centro de pesquisas biomédicas localizado no bairro do Butantã. Foi fundado em 23 de janeiro de 1901 e é responsável pela produção de soros e vacinas. Conta com parque, museus, bibliotecas e serpentário.


PARTE DE MATERIAL DO INSTITUTO BUTANTAN É RESGATADO APÓS FOGO
O Corpo de Bombeiros resgatou, nesta segunda-feira, parte do material armazenado no prédio do Instituto Butantan, onde um incêndio destruiu os acervos científicos de cobras e aracnídeos da instituição, no sábado. As informações são do Jornal Nacional.
Os Bombeiros voltaram ao local para apagar pequenos focos de incêndio que atingiam um depósito de documentos históricos. Entre o material resgatado estão arquivos com catálogos das espécies, exemplares de cobras, vidros com lagartos e outros tipos de répteis. De acordo com a pesquisadora Cristina de Albuquerque, a expectativa inicial era de que apenas 2% do material poderia ser recuperado. No entanto, com a ação de hoje, esse número pode aumentar.


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"Viage nessa classe do filo Artrópode, onde as espécies mais conhecidas são: aranhas, carrapatos, escorpiões, (...)"
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